terça-feira, 13 de agosto de 2013

PROP@GACULT * Verdade (2/4)


Graça e Paz, Prop@agadores!

Hoje vamos para a segunda parte da nossa conversa sobre o assunto VERDADE, mas antes gostaria de pedir a vocês que comentem os posts para que possamos esclarecer qualquer dúvida e saber o que vocês estão achando.

Sem mais delongas, semana passada falamos da VERDADE EPISTEMOLÓGICA e hoje falaremos sobre a VERDADE MORAL.

A verdade moral é a adequação entre aquilo que se percebe da coisa, do fato em si, e aquilo que a respeito dele se manifesta por qualquer sinal expressivo: o gesto, a palavra escrita ou oral etc. Quando digo da coisa exatamente aquilo que percebo, posso estar em erro, se minha percepção não foi exata, mas não cometo uma mentira, sendo que esta consiste exatamente em falsear, propositalmente, a identidade da mente do sinal que a exprime. Como a verdade epistemológica é a base de toda a Filosofia, de toda a vida do conhecimento, a verdade moral é a base de toda a vida social e do racionalismo humano. Nenhum sistema e nenhuma relação humana podem subsistir, seja na família, na profissão, como na sociedade, se o valor da verdade é posto em problema, se a mentira é aceita como meio para atingir qualquer objetivo.

Uma coisa é mentir por fraqueza, como expediente fácil para evitar um embaraço; é uma fatal moral não justificável, se bem que compreensível, porque muitas vezes se reduz de fato a uma legítima restrição mental. Outra coisa, porém, é admitir a mentira, como a deslealdade, como um ato indiferente, justificado eventualmente pelo objeto que por ela nos propomos a alcançar. A mentira nunca compensa e o mentiroso acabará, mais cedo ou mais tarde, por ser desmoralizado e repudiado por uma sociedade feita de homens que, para se comunicarem entre si, são obrigados a usar de sinais e símbolos.

O termo VERDADE é usado, enfim, em um sentido mais amplo referente à própria significação fundamental da vida humana. É o sentido que recebe, por exemplo, a expressão "descobrir a verdade que corresponde a uma vivência bem correta".

Na concentração das atividades que adsorvem o nosso dinamismo vital, um dia o homem percebe que o tempo passa, e que ele está caminhando para um além que o aproxima, irremediavelmente, de um fim. Neste momento ele se interroga sobre o sentido fundamental da vida e, mesmo não querendo, terá que admitir que na vida existe uma verdade e que essa verdade sobrepuja muito além à nossa imaginação. Se ele não descobre esse sentido, será cada vez mais abatido pelo tédio ou amargurado pelas decepções.

Descobrir a verdade é entender esse sentido pelo qual adquire-se a certeza inabalável de que a vida não só isto aqui. Para nós, cristãos, não é fácil descrever-se a verdade, pois nós possuímos a verdade, fomos transformados pela verdade, sentimos a verdade a cada momento de nossa vida, e em nossos corações pulsa forte a esperança e a certeza da chegada desta verdade, que é Cristo Jesus. Para o homem não convertido, a coisa é diferente, pois ele praticamente não sabe o que e quem é a verdade, havendo distância entre eles.

Semana que vem nos vemos para falar de alguns filósofos famosos e suas concepções sobre a VERDADE!

Abraço a todos!

Pens@ndo e Prop@gandoO
Geziel Gomes Barbosa